quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Descobrindo a Zona Sul de Porto Alegre I



Há cerca de seis meses, eu e meu marido compramos nosso primeiro apartamento. Depois de muito procurar, acabamos optando pelo bairro Cristal – pode-se dizer que no início da Zona Sul de Porto Alegre. Como os dois sempre moraram em outras áreas da cidade (eu no Menino Deus e Zona Norte, ele, no Santana), aos poucos, estamos descobrindo juntos o que os bairros que integram a nossa nova região têm a oferecer em termos de gastronomia, lazer e conveniência.

Para começar, um bar que muitos devem conhecer e sobre o qual sempre ouvi meus irmãos (bem mais velhos do que eu) falarem muito – famoso desde a adolescência deles: o boteco Bat-Bat. Na semana passada, em busca de um lugar para beliscar e tomar uma cervejinha básica acabamos por lá, na Av. Guaíba. O local, que é conhecido por suas batidas de leite condensado com nomes bem peculiares, também serve cerveja estupidamente gelada de diversas marcas – uma pena que a Heineken estava em falta naquele dia, mas optamos pela Bohemia, sem problemas.

Para comer, entre diversas opções do cardápio, escolhemos os bolinhos de queijo – deliciosos, muito bem recheados – com aquele queijinho puxando a cada mordida, e uma porção de mini-pastéis, sabores palmito e calabresa. Vieram bem quentinhos, sequinhos e também muito bem recheados. O pessoal que estava na mesa em frente à nossa pediu uma calabresa que tava muito cheirosa, deu vontade de comer.
O legal do cardápio é que todos os itens podem ser pedidos em meia porção – melhor para experimentar diferentes pratos. O local também pode ser alugado para festas e tem churrasqueira.

Boteco Bat-Bat:
Av. Guaíba, 376
Horário de atendimento:
De segunda a sexta, a partir das 16h.
Sábado e domingo, a partir das 11h.

Telefone: (51) 3392-1111

Para chegar lá:


Exibir mapa ampliado

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Paulo Preto e os cofres de Serra

Não tenho partido, portanto, não sou petista.
Mas, como jornalista, fico indignada com a cara de pau da imprensa brasileira.
Por que será que nenhum jornal dá destaque a esse assunto?
Só notinhas nos jornais diários...


13 de outubro de 2010 às 11:47h

Paulo Preto veio à tona – como se fosse a lama acumulada no fundo de uma represa, e que repentinamente sobe à superfície.
Quem trouxe Paulo Preto à tona foi Dilma Rousseff, no debate da “Band”. Poucos meses antes, o engenheiro (um ex-funcionário da estatal paulista Dersa, que administra e constrói rodovias) aparecera em reportagens discretas de duas revistas (“Veja” e “Época”), tratado como “homem-bomba” dos tucanos. Teria arrecadado 4 milhões de reais, e sumido com a grana. Ele nega, mas alguns tucanos confirmam – como veremos a seguir.
Dilma relembrou a história no debate de domingo. Serra preferiu não responder. Na segunda-feira, a Record trouxe o caso completo, em horário nobre, no “Jornal da Record”. O texto e o vídeo você encontra aqui.
A Globo escondeu a história: Ali Kamel prefere não mostrar Preto na tela. Também na segunda, Serra disse que não conhecia Paulo Preto.
Na terça-feira, dia 12 de outubro, enquanto os padres despejavam panfletos contra Dilma em Aparecida, Serra teve que mudar de idéia. Defendeu Paulo Preto – o tal que ele não conhecia.
Hum…
Por que Serra fez isso?
Porque Paulo Preto deu uma entrevista à “Folha”, e com sutileza de elefante em loja de cristais avisou ao PSDB: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”.
Hum…
Preto fora demitido da Dersa, sem explicação. Queima de arquivo? Só que o arquivo continua por aí. Preto (o homem que Serra defende) tem em seu currículo uma prisão: ele foi acusado de tentar vender numa joalheria um bracelete roubado. Bracelete de 20 mil reais.
Gente fina.
Mais que isso: Eduardo Jorge – outro homem da grana dos tucanos – dissera à revista “Istoé” que Paulo Preto havia (sim!) arrecadado dinheiro sem conhecimento dos tesoureiros oficiais da campanha.
Serra – que agora defende Paulo Preto (aquele que ele afirmava não conhecer) – desmentiu Eduardo Jorge.
A história é cheia de nuances.
Tão interessante quanto o fato de ter mandado recado para Serra pelos jornais, foi Paulo Preto ter escolhido a dedo a repórter que o entrevistou na “Folha”: Andrea Michael. Na Operação Satiagraha, ela foi acusada pelo delegado Protógenes Queiroz de publicar reportagens que favoreciam Daniel Dantas.
Não a conheço pessaoalmente, não sei se a acusação é justa.
Mas é estranho que Paulo Preto tenha escolhido Andrea Michael para dar seu recado.
Reparem que na reportagem da Record a repórter conversa por telefone com o advogado de Preto, e pergunta se haveria alguma chance de entrevistar o engenheiro. A resposta do advogado: “zero”.
No dia seguinte, Paulo Preto falava com Andrea Michael Na “Folha”. Será que foi Paulo Preto mesmo quem mandou recados a Serra? Ou haveria outro personagem oculto nessa história – um banqueiro, talvez?
A conferir.
O fato é que a história revela disputa interna pesada no tucanato.
Imaginem se fosse alguém do PT? Seria Jornal Nacional 5 vezes por semana, até a eleição. Além do mais, Paulo Preto não é um homem da província apenas. Trabalhou dentro do Palácio do Planalto no governo FHC, como revelou a “Istoé”:
O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos. No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor.
Paulo Preto e o desvio de 4 milhões de reais é apenas uma das pautas – desagradáveis a Serra – ignoradas pela velha mídia durante a campanha. Por que ressurgiu agora? Porque Dilma trouxe à tona essa lama esquecida no fundo da represa. Mas também porque parece haver um desarranjo na aliança tucana. Haveria fissuras entre o serrismo e Dantas?
Outras pautas que Dilma pode explorar:
- o pai de Suzana Richtoffen – morto pela filha, como o Brasil inteiro lembra – trabalhava na mesma Dersa (reza a lenda que o crime poderia envolver disputa por recursos desviados dos cofres públicos e enviados ao exterior, em contas secretas);
- o caso Alstom (executivos da empresa foram presos na Europa por corrupção em países da América Latina; a Alstom é fornecedora do Metrô de São Paulo; o PSDB barra há vários anos uma CPI para investigar o Caso Alstom).
Há dezenas de outros.
A velha imprensa quer abrir os cofres da Justiça Militar – para usar depoimentos e documentos de torturadores (elaborados durante a ditadura) contra Dilma Rousseff.
Mas a velha imprensa não quer abrir o “cofre” de Serra.
Lá pode haver muito mais do que os supostos 4 milhões de Paulo Preto (que ele nega ter arrecadado. No cofre do tucano, há histórias mal contadas, desde que Serra presidia a UNE (União Nacional dos Estudantes).
Pergunta desse Escrevinhador: onde foi parar o dinheiro que a UNE tinha no cofre no dia 31 de março de 1964, quando houve o golpe militar no Brasil? Serra presidia a entidade.

*Matéria originalmente publicada no O Escrevinhador

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Conexão Musical



Fica a dica para as duas pessoas que devem entrar no meu blog a cada 15 dias.
Um programa de rádio online batizado de Conexão Musical.
Não é porque ele é feito pelo meu marido e tem minha participação na vinheta, mas o programa é muito bom, e com muita música de qualidade - pra agradar todos os gostos (menos pagodeiro e sertanejo universitário).
Um dos blocos é sempre dedicado a um aniversáriante da semana.

A última edição, que está no ar a partir desta sexta-feira, tem grunge, a nova do Maroon 5 e Green Day.

Pra conhecer, ouvir ou baixar no MP3, aqui está o link.
Conexão Musical

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Faroeste sul americano



Sem sair da América do Sul, me senti no meio da pior cidade subdesenvolvida do mundo no feriado de sete de setembro. Depois de viajar quase 1000 quilômetros e passar mais de 12 horas no carro, 15 minutos em Ciudad del Este foram suficientes para me sentir assim... dentro de Slumdog Millionaire.

Panfleteiros desesperados correndo atrás do carro e implorando para estacionar no shopping indicado por eles. Gente miserável e insistente, que tenta ganhar no cansaço do turista. Já na primeira volta, eu, meu marido e um casal de amigos fomos extorquidos por um certo “policial” paraguaio, com cara de personagem do Chaves. Desembolsamos R$ 120 pra não nos incomodar e liberar os documentos do carro e do motorista. A “oferta” inicial era de R$ 400 pra nos deixar seguir viagem. Tivemos que negociar...

Susto amenizado, decidimos voltar para Foz do Iguaçu. No retorno, fomos ameaçados e quase tivemos o carro apedrejado por piás de, no máximo, 8 anos, que limparam o para-brisa sem nosso consentimento. Queriam R$ 10 pelo serviço... só levaram umas moedas.

Aprendemos a lição. À noite, aproveitando o translado do hotel, fomos ao Shopping Del Este e tivemos contato com uma Ciudad del Este bem mais tranquila, com espaço para observar a pobreza e a sujeira escancaradas pelas ruas da cidade.

Resumo da história:

– Não aceite oferta e ajuda de ninguém na cidade – seja brasileiro ou paraguaio

– Não entre de carro em Ciudad del Este com placas que não sejam de Foz do Iguaçu ou do Paraguay.

– Se um guarda parar, não entregue os documentos sob hipótese alguma, antes de saber o motivo. É uma maneira de amenizar a chance de extorsão. Documento entregue, roubo na certa...


A se eu tivesse conhecido esse blog antes

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pai nosso Colorado

Colorado, unidos, rezando o Pai nosso Colorado hoje à noite.


Cheio de graça,
O teu povo é convosco.
Bendito sois vós entre todos os amores,
E bendita seja mais esta glória,
que aguarda a hora de vir à luz.

Santo alvirrubro, tinge com teu manto a escuridão da noite,
E quando tua hora chegar, jogai por nós, torcedores,
Como foi ontem, é hoje e será para sempre,
Do primeiro dos dias até a hora da nossa morte,
Amém.

Fonte: http://celeirodefrases.blogspot.com